A ditadura dos “inhos”, Por Andrade Neto

maio 15, 2016 | ANDRADE NETO, COLUNAS

Foi dado o tempo necessário para as contratações, esperamos a estréia na série B e o trabalho do novo treinador Sérgio Soares, e o que assistimos foi o “mais do mesmo”. Completamos cerca de 1 ano desde o início da série B do ano passado, e assistimos a cerca de um ano de uma política de contratações desastrosa do setor do meio para frente no Ceará.

Lembramos de times de 2011, que mesmo caindo se viu um alto investimento em contratações de qualidade, olhamos para 2013 e visualizamos jogadores como Mota e Lulinha que eram grandes reforços à época, Magno Alves, Ricardinho, e uma linha de frente que sabíamos que algo sairia dali. Em 2014 assistimos, um excelente time com jogadores também de renome como Souza, Bill, Magno Alves, Ricardinho e Nikão, que vinha como grande nome do América-MG de temporada anteriores. Porém a partir de 2015, o que se viu no Ceará foi a enchurrada dos “inhos”, jogadores de um nível técnico do tamanho de seus nomes. A turma do Fabinho, e outros atletas que não valem lembrar seus nomes vimos que foi o desastre da temporada 2015, e o rebaixamento não aconteceu por obra divina.

Em 2016 acreditávamos que seria diferente, e começou bem, de cara vimos a contratação de Bill, porém ficou por aí, depois desse, nada de diferente, e assistimos novamente a contratação da turma do Tio Patinhas (Huguinho, Zezinho e Luizinho): Zezinho, Serginho, a volta de Assizinho e Robinho, e outros não “inho” como Roni e Felipe, mas que o futebol não os coloca em lugares diferente dos demais. O que assistimos é uma política de valorização da mediocridade, esperando que dê o resultado que sabemos, não acontecerá. Esperar que Sérgio Soares faça milagre com esses atletas é esperar por mais uma providência divina, como aconteceu em 2015.

Outro fator importante a ser levado em consideração, que muitos esquecem, é que ao que parece, também não existe critério físico para essas contratações, vide ontem na hora do Hino Nacional, a disparidade de altura de um time para o outro (Ceará e Paysandu), como se ali fosse Davi contra Golias. Podem vir torcedores e dizer: mais futebol não é basquete? Você já viu o tamanho do Messi? Claro que compreendemos que futebol não é basquete, e claro que não estamos alijando jogadores baixos de serem contratados, mas um time todo mais baixo que o outro é algo preocupante. Ao jogar um campeonato como a série B, onde sabemos que a força física é algo preponderante não podemos deixar de lado que os adversários quando forem analisar o nosso time, e verem a estatura de nossos atletas, com certeza irão explorar as bola aéreas, fato que foi muito ocorrido em 2015, com diversas matérias sobre esse problema, e que esse ano percebe-se que teremos a mesma tônica.

Mas nem tudo é trevas, uma avaliação do setor defensivo podemos dizer que foi louvável, uma vez que a nova dupla de zaga Antônio Carlos e Sandro, se portaram muito bem, assim como Marino e Richardson, porém fica por aí, as peças de reposição não foram a altura dos titulares, devendo esse ser um sinal de alerta para contratações de outros jogadores por a competição ser muito grande.

A verdade é que 1 mês e meio, sem jogar poderia ter sido bem aproveitado, deveria ter sido feita uma limpeza maior no elenco, e ter se pensado em qualificar mais o setor ofensivo. Hoje vemos um time bom atrás, mediano no meio, e terrível na peça ofensiva. Junte a isso um treinador que preza pelo jogo ofensivo, e certamente teremos sérios problemas, pois todos conhecem que a defesa de Sérgio Soares sempre toma muito gol, e se o ataque não funciona o desastre é total.

Boa sorte a nós, vamos precisar muito dela mesmo.

Tags: