COLUNAS: NOVA ERA – ALBERTO LIMA

março 21, 2012 | ALBERTO LIMA


Paulo Cesar Gusmão está de volta ao Ceará, chegou com a responsabilidade da conquista de mais um bi estadual e de mais um acesso. É essa também a expectativa e a esperança de cada alvinegro, em especial, dos muitos que lotaram as dependências do aeroporto internacional Pinto Martins quando na sua chegada. PC não foi um investimento barato, pelo contrário, mas era preciso mesmo uma contratação desse porte para motivar a torcida e também afastar um pouco os holofotes do mal que insistiam em apontar na direção de Porangabuçu.

Já contra o Guarani de Sobral, no domingo, jogo que marcou sua estreia, o que se viu foi realmente um Ceará de alma nova, um time mais aguerrido e bem mais vibrante dentro de campo, sobretudo no primeiro tempo onde abriu com facilidade três gols de vantagem, gols que acabaram por definir o resultado. Já no segundo, voltamos a ser o mesmo Ceará de antes, lento, burocrático, sem criatividade e visivelmente fadigado, com isso, acabou tomando um gol que daria números finais ao placar. Ceará 3 x 1 Guarani.
Mas a simples chegada de uma nova comissão técnica já deu uma boa motivada no grupo sim, embora ache que a grande prova de fogo só virá mesmo no clássico de domingo. Se perder, assim como aconteceu com o Dimas e acontecerá sempre com qualquer outro, PC também será cobrado, e terá sua escalação, seus métodos trabalho e também seu esquema tático, questionados… Torcedor é torcedor e jamais aceitará derrota em clássico como sendo um resultado “normal”. principalmente quando se trata de um time de terceira e totalmente amador, bom em teatro e marketing é verdade, mas para por aí!

Retrospecto.

A partir de 2008, O Ceará melhorou bastante, a verdade é que o clube de fato cresceu. Sobretudo sob o comando da gestão que aí está e que tem à frente o carismático e determinado presidente, Evandro Leitão. Com ele, ganhamos um título estadual e, após dezesseis anos de espera, conseguimos finalmente retornar a primeira divisão. Já no ano seguinte, em 2010, além de permanecer na elite, conquistamos em campo o direito de disputar inclusive um torneio internacional,  uma inédita copa Sulamericana. Não bastasse, com a “Carroça desembestada”, também fizemos bonito na copa do Brasil ficando mais uma vez entre os quatro melhores colocados. Ou seja, foram anos de conquistas realmente concretas também dentro das quatro linhas. Conquistas que nos renderam mídia, e também algum prestígio a nível nacional.

Fora de campo foi onde o clube mais cresceu, organizou-se, estruturou sua sede com academias, hotel e muitos departamentos, neles, todos os equipamentos necessários para o desenvolvimento e prática de um futebol verdadeiramente profissional. Retomou, e também revitalizou suas categorias de base, zerou e renegociou dividas trabalhistas antigas que muito se dizia , “impagáveis”…
No entanto, toda essa evolução mencionada, tanto dentro como fora de campo, como era de se esperar, gostemos nós ou não, criou também uma geração de torcedores muito mais exigentes que os de costume. É um torcedor que comparece, filia-se ao clube através do plano de sócios, participa de todas as ações e projetos oficias, mas que cobra na mesma proporção…
Domingo é dia de clássico, dia D portanto. Será um divisor de águas. Se perdermos… nuvens carregadas continuarão pairando sobre todas as cabeças em Carlos de Alencar Pinto, inclusive a do novo treinador… Já em caso de vitória, a crise continuará, só que agora vestindo vermelho, azul e branco. E como sei que após eliminarem o fraco Comercial do Piauí, os tricolores serão também eliminados pelo valente  time do Náutico logo na fase seguinte, essa crise ora oscilante, tem tudo para fazer morada em definitivo no timeco do Pici. Que assim seja!

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