O “dedo” do treinador – Coluna, por: Gabriel Lobo

abril 15, 2013 | COLUNAS

Leandro Campos cresce aos poucos no comando do Vozão.

Leandro Campos chegou ao Ceará depois de uma boa passagem pelo Asa, trabalhando inclusive no comando do time alagoano que eliminou o Vovô em pleno Castelão lotado, na Copa do Nordeste desse ano. Após tal façanha, assumiu o cargo no alvinegro de Porangabuçu, sob consequência da demissão de Ricardinho. No entanto, sua contratação foi, e ainda é, questionada por muitos torcedores, até diretores, e cercada de desconfiança.

Mas, os números comprovam que certas críticas ao treinador são de certa forma injustas. Ao término do Clássico-Rei, finalizado com vitória alvinegra por 1a0, gol marcado por Lulinha, Leandro Campos completou seu oitavo jogo a frente do comando técnico da equipe. Até então, coleciona cinco vitórias, dois empates, e uma derrota. Sua equipe marcou 13 gols, sofreu seis. Dentre os resultados, garantiu classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, e venceu os dois clássicos diante Fortaleza e Ferroviário (sem levar nenhum gol).

Saindo um pouco dos números e entrando na parte prática, um dos pontos mais questionáveis do treinador fica por conta das substituições no decorrer das partidas. Vou citar especificamente os dois últimos jogos, contra Ceilândia e Fortaleza, e apontarei minha opinião sobre os demais fatos.

No primeiro duelo, na última quarta-feira, enquanto o Ceará já havia colocado elasticidade no placar (4a1), as mudanças aconteceram visando poupar os principais jogadores (Magno Alves, Mota e Ricardinho) para o derby deste final de semana, com todas as trocas acontecendo a partir dos 20 minutos da etapa final. O que se viu depois disso foi o Ceilândia encostando no placar, fazendo 4a3, deixando os cearenses acuados na pressão nos minutos finais de jogo. Analisando, na ocasião em que ocorreram as alterações e as circunstâncias em que a partida se encaminhava, Leandro Campos mexeu certo. O que ele não esperava, nem ninguém, é que a sonolência, e até mesmo irresponsabilidade dos demais atletas, tomasse de conta do determinado momento decisivo.

Já contra seu arquirrival, o comandante foi criticado em sacar Mota de campo (que por sinal, saiu esbravejando, não aprovando nenhum pouco a decisão do treinador), para a entrada de Gabriel, este que adentrando ocupou a lateral direita após expulsão justa de Eric. Em minha visão, mais uma bola dentro do Leandro, já que o atacante havia recebido cartão amarelo no jogo, correndo o risco de a qualquer momento ser expulso e prejudicar a equipe. Mota fez um bom jogo, organizou a meia-cancha. Isso não há o que se discutir. Mas sua saída era inevitável. O jovem da base, em um banco recheado de desfalques, era a melhor opção para ocupar seu espaço.

O “dedo” do treinador. Analise do gol

Em certo, Leandro Campo aos poucos vai adotando sua filosofia dentro do Ceará. Lógico que apenas oito jogos não condiz a ninguém avaliar de forma mais concreta o trabalho desenvolvido por um técnico do futebol (como assim fizeram de forma desnecessária com o Ricardinho). Dentre suas diversas formas de conduzir a equipe, os coletivos saíram um pouco de cena, ganhando total importância os treinamentos táticos.

Acerca deles, por exemplo, o treino alemão foi adotado às vésperas do Clássico-Rei. Tal preparação consiste num duelo em campo reduzido, com atletas de todas as posições atuando apenas com dois toques na bola. E deu certo, muito certo. O gol alvinegro mostra totalmente a construção dessa jogada, efetuada exaustivamente dias antes da partida.

Veja bem. No momento do jogo o Vovô encurralava o Fortaleza. Escanteio para o alvinegro, a zaga tricolor afastou, até que a bola sobrou para Eric domina-la livre no meio-campo. Sempre com dois toques, a “gorduchinha” saiu dos pés do lateral direito, passou por Rafael Vaz, João Marcos, Ricardinho, Vicente, Magno Alves, até voltar aos pés de Ricardinho que fez um levantamento preciso para Lulinha marcar o único gol da peleja, e da vitória alvinegra.

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Fotos reproduzidas no momento do lance

O gol se iniciou com todos os jogadores do Ceará no campo de ataque. Eric (grifado), é o atleta mais recuado do Vovô. Foto: Reprodução.

 

Em um típico momento de ataque x defesa, com todos atletas alvinegros no campo de ataque, Ricardinho fez lançamento primoroso para Lulinha marcar. Foto: Reprodução.

A tendência é crescer

A semana foi difícil, tensa. A equipe vinha de um péssimo jogo contra o Ceilândia, ainda na primeira partida, em Brasilia. Empatou em um 0a0 sem graça, sem emoção, sem cara de Ceará. Logo depois disso, veio a pressão e as derradeiras preocupações com a montagem do elenco. Mas a volta por cima foi dada em grande estilo.

Primeiro, vitória no Clássico da Paz de forma convincente. Em seguida, classificação assegurada para a próxima fase da Copa do Brasil. Por último, vitória  sobre o Fortaleza, passando inclusive o rival na tabela de classificação, com um jogo e menos.

Então, amigos alvinegros, a tendência é o progresso NO CAMPEONATO CEARENSE, tendo em vista as últimas apresentações. Entretanto, não adianta querer enganar, afinal, basta apenas entender um pouco de futebol a saber as enormes limitações do time do Ceará. O estadual é enganador, mas a visão deve sempre se encontrar de forma positiva e otimista. A Série B vai se aproximando, e a diretoria já mira alguns bons nomes visando o principal objetivo na temporada: o acesso.

 

GABRIEL LOBO

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