Ceará 1×0 Paysandu – Analise da primeira vitória alvinegra na Série B, e bastidores

maio 29, 2013 | COLUNAS, DEPARTAMENTOS, JOGO

Mota celebra gol diante o Paysandu.

O Ceará voltou a campo na noite desta terça-feira, e bateu o Paysandu por 1a0, jogando diante sua torcida, no PV. Ao contrário da partida de estreia, por onde o técnico Leandro Campos optou por escalar a equipe de forma mais precavida no 3-5-2, o alvinegro veio a campo nessa rodada esquematizado no legitimo 4-4-2, com as novidades das presenças de Macena, homem central de área, e de Renan Luis, lateral esquerdo que fez sua estreia.

O jogo

No primeiro tempo o Ceará dominou as ações, pressionou, e encurralou o adversário em seu campo defensivo. O Vovô chegou a atingir mais de 60% de posse de bola, ganhando os domínios do meio-campo, com o forte poder de marcação da dupla João Marcos e Diogo Orlando, e a qualidade de Ricardinho e Mota. A estratégia do Paysandu eram as saídas em contra-ataques, geralmente armados por Alex Gaibu, com a precisão do passe de Eduardo Ramos. A primeira etapa se encerrou em 0a0, com o time da casa finalizando 10 vezes mais (13×3).

O segundo tempo foi movimentado, com ambos voltando dispostos a buscar o resultado positivo. A prova maior disso é que as redes de fato balançaram em quatro oportunidades. O Paysandu teve dois gols anulados pelo árbitro Italo Medeiros. Macena também teve um gol invalidado, após cometer falta dentro da área. No entanto, o gol salvador da peleja veio a acontecer aos 24 minutos, com Mota aproveitando o rebote do goleiro após chute forte de Ricardinho.

Sufoco desnecessário

Anterior ao jogo o Ceará havia perdido Magno Alves, Eric e Vicente por conta de lesões musculares. Lulinha também desfalcou por cumprir suspensão. Com a bola rolando, Diogo Orlando e Fernando Henrique deixaram o gramado e foram substituídos. É evidente que a equipe carece desses jogadores (todos titulares na conquista do tricampeonato), mas o sufoco sofrido nos minutos finais foi totalmente desnecessário.

O alvinegro se portou muito bem em campo até marcar seu primeiro gol, soube marcar, tocar bem a bola, criar boas situações contra a meta do Papão. Mas, após Mota marcar o único tento da partida, a sonolência tomou conta. Diónantan, por exemplo, goleiro que entrou com 20 minutos, acabou se tornando um dos principais personagens do duelo. Fez três defesas importantes, com chances reais de gol criadas pelo Papão da Curuzu.

Fica a lição para os próximos desafios. A Segundona é um campeonato difícil, complicado. Se o anseio for realmente buscar o acesso, os ensinamentos foram grandes.

Pegou mal

Outro nome de estreia na noite, o meia-atacante Alan Pinheiro foi o principal alvo de criticas dos torcedores, e principalmente do Vice-Presidente do clube, Robinson de Castro, ao final do jogo. O jogador, que esteve em campo por cerca de 30 minutos, não conseguiu dar uma nova movimentação ao setor ofensivo da equipe, e não foi eficaz em imprimir velocidade nos contra golpes. Acerca disso, se tornou a grande mira no término da partida.

Robinson criticou a atuação de Alan Pinheiro.

Robinson, em entrevista, disse que a atuação do atleta foi bem abaixo do que se esperava, e que a direção do clube iria tentar a devolução de Alan Pinheiro ao Vitória (que detém de seus direitos federativos) já nessa quarta-feira. Complementando, o dirigente afirmou que o rendimento do meia não se igualava com os demais jogadores do atual elenco, inclusive daqueles advindos da categorias de base.

Concedendo coletiva, Leandro Campos foi questionado sobre a atuação do jogador, e sobre sua analise e opinião do atleta vestindo a camisa do alvinegro no futuro em diante. Respondendo, o treinador afirmou não conhecer o paradeiro do atleta antes mesmo dele chegar ao Ceará, e que foi preciso sua entrada no jogo diante das “circunstâncias”.

No mínimo estranho a opção por colocar um jogador que na qual ele (Leandro Campos) sequer tinha conhecimento no futebol. Curioso também a transferência de responsabilidade ao garoto (que tem apenas 20 anos), até então desconhecido por ele, em uma partida na qual o placar ainda não estava assegurado.

Em tempo…

Alan Pinheiro chegou ao Vovô após negociação com o Vitória, vindo de empréstimo, junto com o volante Mineiro, para ganhar ritmo de jogo e ascendência em um clube que disputa a Série B. O meia realizou apenas dois (no máximo) treinos técnicos em Carlos de Alencar Pinto, e esteve em efetiva atuação dentro de campo por 30 minutos.

Será se em tão pouco tempo uma avaliação pode ser feita de forma tão dura? Será se o Alan mereceu receber as cruéis palavras, principalmente de um diretor, após o jogo? Ou será que se a culpa é da direção do Ceará que pouco conhece do mercado e faz esse tipo de contratação? As duras criticas mereciam ser direcionadas apenas ao Alan Pinheiro? De quem é a culpa? Tem outros “Alans Pinheiros” no elenco? As contratações realizadas são capazes de garantir a equipe estabilidade durante o torneio?

Bem, deixo a resposta com vocês, leitores.

 

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Gabriel Lobo

Equipe Vozao.com

 

 

 

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